sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Champagne

A história do champanhe começa com a conquista da Gália pelos romanos. Eles levaram o vinho para Champagne. Foram os monges beneditinos, no século 13, que tiveram a ideia de utilizar as grutas resultantes da extração de pedras dos subsolos para construir as cidades como cavas para melhor envelhecer o vinho. Nos séculos 16 e 17, o vinho de Champagne era conhecido na corte francesa por sua qualidade, embora ainda não fosse efervescente. Aqui entra em cena Dom Pérignon, mestre de adega da abadia de Hautvillers a partir de 1668. Ele foi o primeiro a empregar a técnica de assemblage, misturando diferentes tipos de vinho. E descobriu que era possível fabricar vinho branco a partir de uvas pretas, se as cascas fossem retiradas rápido o suficiente.
Devido à situação geográfica de Champagne, ao norte da França, o tempo esfria muito rápido no outono. Isso pode interromper a fermentação do mosto, antes que todo o açúcar se transforme em álcool. Na primavera, quando a temperatura sobe novamente, o processo é retomado e o dióxido de carbono resultante torna o vinho espumante.
Esse fato não chamou atenção até o século 18, pois o vinho fermentava em barris e o gás escapava. Mas em 1728, Luís XV permitiu o transporte da bebida em garrafas. Foi então que o alto teor gasoso do champanhe se tornou perceptível, fazendo explodir as garrafas. O próximo passo decisivo nessa evolução coube à Madame Barbe-Nicole Cliquot Ponsardin, uma negociante de visão. Seu mestre adegueiro, o alemão Anton von Müller, criou em 1813 um método para livrar o líquido do levedo. Para tal, desenvolveu os pupitres de remuage, onde as garrafas são mantidas com o gargalo para baixo e deslocadas a intervalos regulares.
Neste final de ano, milhões de pessoas em todo o mundo estarão estourando champagnes (65% das garrafas produzidas em um ano são abertas entre o Natal e o Ano Novo!).. tim, tim... e feliz Ano Novo.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Panetone salgado

Farinha de trigo, água, manteiga, sal, açúcar, cebola, alho, gemas, linguiça calabresa, provolone.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Panetone

Existem muitas lendas sobre a origem do panetone. De acordo com a mais conhecida delas, o panetone nasceu na corte de Ludovico, o Moro, senhor de Milão entre 1494 e 1500, na noite de Natal. Conta-se que o duque celebrou o Natal com uma grande ceia, mas a sobremesa acabou queimando no forno. O cozinheiro teria ficado apavorado, mas um lavador de pratos chamado Antonio, que havia pensado em utilizar as sobras de ingredientes para amassar um pão doce e levar para casa, resolveu propor ao cozinheiro servir seu pão como sobremesa. Era um pão alto, recheado de frutas confitadas e manteiga que foi levado imediatamente ao duque. A sobremesa foi um sucesso e Ludovico perguntou ao cozinheiro que doce era aquele e quem o havia feito. O cozinheiro então disse que o pão não tinha nome e o apresentou ao jovem Antônio. O duque então decidiu chamá-lo de " pão de Toni" -  que se converteria em 'panetone'.
O primeiro registro do panetone como doce tradicional natalino milanês está em um artigo do escritor Pietro Verri no século 18, que o chama 'pane di tono' (pão grande redondo).

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Em 1518, com o contato entre os índios e espanhóis no processo colonizador do México, Cortez tomou conhecimento do peru como ave para alimentação exposta no mercado de Tenochtitlán, capital asteca, e acabou levando alguns exemplares para a Europa. O peru também vivia em estado selvagem nos bosques do Canadá. Foi ao longo do século XVI que a Europa descobriu essa ave, um pouco estranha, que foi chamada de "galinha da Índia", pois muita gente ainda confundia a América com as Índias Ocidentais. Os jesuítas a introduziram como prato em seus colégios religiosos. A Inglaterra tomou conhecimento da ave em 1525, sendo que rapidamente constituiu-se no prato principal da ceia de natal entre alguns países europeus, e somente após na América do Norte. Em meados do século XIX o peru praticamente substituiu o cisne como ave de natal na Inglaterra, popularizando-se.
A introdução e fixação do peru como prato principal na Europa e nas Américas, incluindo o Brasil, no Natal transformou o ritual do jantar de Natal traduzindo a abundancia da mesa em sucesso frente aos ditames da vida cotidiana ao longo do ano.