Nos conventos portugueses, era comum as freiras ocuparem o tempo criando docinhos. Alguns eram cheios de mensagens sacras, como os papos de anjos, outros, profanas, caso dos beijinhos. Pois a tradição, vinda lá de Portugal, chegou à Casa Grande, nos engenhos do Nordeste, e se adaptou aos ingredientes locais pelas mãos das sinhás. O beijinho é um docinho que nasceu num convento com o nome de “beijo de freira” e era confeccionado, originalmente, com amêndoas e calda de água com açúcar. Após o século XVII, no Nordeste, ao se trocar amêndoas por coco ralado e a calda de água com açúcar por calda de leite com açúcar, passou a se chamar de “beijo de coco”. Mais tarde, na segunda metade do século XX, com o “boom” do leite condensado, o beijo de coco, ganhou um cravo-da-índia e passou a ser chamado de “beijinho”.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
O brioche
A palavra 'brioche' deriva da
palavra normanda "broyer", que significa trabalhar a massa com um
"broye" ou "brie" (uma espécie de rolo de madeira para
amassar). O brioche é um pão de origem francesa, que nasceu na Normandia
no século XVI, feito com alto teor
de manteiga e ovo. O pão ficou conhecido no século XVII e
era denominado "Doce dos Apóstolos" por se assemelhar aos adornos
usados pelos religiosos na cabeça. Uma de suas possíveis origens aponta que o
Brioche derivou do uso do queijo Brie em sua receita inicial, segundo Alexandre
Dumas. Mas a massa de brioche remonta à Idade Média, onde foram feitos bolos
semelhantes aos brioches atuais. É feita de farinha, fermento, manteiga, leite
e ovos. Entre as cidades, uma vez muito
famosas pela qualidade de seus brioches, Gisors e Gournay, provavelmente por
causa da excelência da manteiga na região.
O Brioche é a mais antiga receita de massa fermentada que leva na sua
composição açúcar. É um pão leve e
ligeiramente inchado, mais ou menos bem, de acordo com a proporção
de manteiga e de ovos. Ele é considerado uma Viennoiserie, juntamente com os croissants,
o pain au lait e o pain aux raisins e são normalmente
consumidos ao café da manhã ou lanche. Os formatos em que se pode
apresentar um brioche são muito variados, assim como o sabor que o
complementa, podendo ser usado como base de uma sobremesa com variados
recheios e coberturas, ou como salgados, envolvendo fois gras ou salsicha, ou
ainda, como brioches individuais com diversos recheios picados.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Os brioches da Maria Antonieta
"Que comam brioches!" - Essa frase foi atribuída à famosa Rainha Maria Antonieta da França (1755-1793) às vésperas da Revolução Francesa. Antonieta a teria dito sarcasticamente quando ficou sabendo que o povo reclamava de falta de pão. "Se não têm pão, que comam brioches!"
Naquela época os pobres comiam pão feito com uma massa escura de grãos e restos de cereais, considerada grosseira. Já o brioche, feito com farinha branca (refinada), leite e ovos, era uma iguaria fina e, obviamente, cara demais para o povo.
Porém muitos afirmam que tais palavras nunca foram pronunciadas pela rainha, e que na verdade foram extraídas do livro "Confissões" do filósofo Jean-Jacques Rousseau, que
ficou muito famoso durante a Revolução. No trecho ele diz:"Finalmente, me lembrei do paliativo de uma grande princesa que disse que os camponeses não tinham pão, e que respondeu: Que comam brioches. Eu comprei os brioches."
ficou muito famoso durante a Revolução. No trecho ele diz:"Finalmente, me lembrei do paliativo de uma grande princesa que disse que os camponeses não tinham pão, e que respondeu: Que comam brioches. Eu comprei os brioches."
Apesar de o livro ter sido publicado quando Antonieta ainda era menina e alguns acreditarem que a princesa citada no texto seria, na verdade, Maria Teresa da Espanha (1638-1683), os camponeses, tão revoltados com a nobreza, acreditavam piamente que tal comentário indiferente só poderia ter saído da boca da rainha que muitos faziam questão de lembrar que não era francesa (Antonieta era austríaca). Bom, tendo ela dito isso ou não, o fato é que os pãezinhos ficaram mais famosos do que nunca.
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