Até o século XI, quase todo mundo comia com as mãos. Os mais educados eram aqueles que usavam apenas três dedos para levar o alimento à boca. Naquele século, Domenico Salvo, membro da corte de Veneza, casou-se com a princesa Teodora, de Bizâncio. Ela trouxe no enxoval um objeto pontudo, com dois dentes, que usava para espetar os alimentos. Esse primeiro garfo foi considerado uma heresia: o alimento, fornecido por Deus era sagrado e tinha de ser comido com as mãos. Mas, pouco a pouco, membros da nobreza e do clero foram adotando o talher. O hábito demorou para pegar entre a população: com mais dentes, o espeto só se tornou popular mesmo no século XIX.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Carême
De família muito pobre, jovem Marie-Antoine Carême foi abandonado pelos pais aos 9 anos. Conseguiu um lugar de aprendiz de confeiteiro e venceu pela dedicação ao trabalho. Primeiro, lapidou seu talento em açúcar, marzipã e massa de confeiteiro para, só depois, avançar sobre os outros pratos de um banquete. Seu primeiro trabalho como prestador de serviços à corte foi o cerimonioso casamento de Jerônimo Bonaparte, irmão de Napoleão, com a princesa Catarina de Wurtembergue. . Exigente e cheio de ideias, ele queria ser chamado de chef e não parava de inventar pratos. Seus banquetes mais comentados foram servidos no Château de Valençay, a luxuosa propriedade próxima a Paris pertencente a Charles Maurice de Talleyrand, ex-bispo, príncipe e eterno confabulador. Os banquetes eram temperados pelas invenções do jovem Antonin, como o chef é conhecido pelos íntimos: molhos aveludados, cascatas de camarões, um tal de vol-au-vent (massa oca para ser incrementada com recheios salgados ou doces) e, principalmente, esculturas de açúcar em formatos fantasiosos, que iam desde templos gregos até harpas. Chamadas de pièces montées,ou peças montadas, elas enchiam os olhos dos convivas de Talleyrand. "O melhor auxiliar de um diplomata é seu cozinheiro", costumava dizer o príncipe. Coerentemente, quem reinava nas amplas cozinhas do castelo medieval, recém-reformado e redecorado, era Carême.
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Chá Twinings
Em 1706, Thomas Twining passou a comprar chás de comerciantes da Companhia das Índias Orientais e abriu sua primeira loja. A casa era frequentada pela aristocracia e entre sua ilustre clientela estava a realeza britânica. Com a morte de Thomas Twining em 1741, seu filho Daniel passou a tomar conta dos negócios e a exportar chá para a América, a partir de 1749. Richard Twining, filho de Daniel, assumiu a empresa em 1771 e se tornou presidente da London Tea Dealers, que conseguiu reduzir as altas taxas que pesavam sobre o chá e tornou a bebida mais acessível - popularizando a casa Twinings que, em 1837, recebeu seu primeiro selo real.
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